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Se há algumas décadas um diploma superior era praticamente garantia de conquista de espaço no mercado de trabalho, hoje em dia este tipo de formação não é necessariamente uma chave para o sucesso. Por outro lado, a proliferação de cursos superiores, o crescimento econômico do país e o surgimento de novas demandas técnicas fortalecem a seguinte pergunta: é melhor fazer uma faculdade ou investir em um curso técnico?
Em primeiro lugar é necessário que se tenha consciência das próprias potencialidades e condições sociais. Assim é possível tomar decisões que, juntas, realmente poderão ajudar na construção de uma carreira de sucesso. Em muitos casos, por exemplo, o estudante precisará ter alguma renda para os seus custos no período de faculdade (uma realidade bastante comum no Brasil).
Para este tipo de caminho, o curso técnico pode surgir como uma etapa interessante: ele capacita para o mercado mais rapidamente e permite o início da prática profissional, geralmente com salários razoáveis, antes mesmo do início de um curso superior. Esta dinâmica pode ajudar e muito não apenas do ponto de vista financeiro imediato, mas também na criação de condições para obtenção de um diploma universitário (caso exista este interesse).
Como o Brasil atualmente conta com um desequilíbrio na formação profissional, com excesso de bacharelados nas áreas humanas e falta de especialistas em áreas técnicas, este é um momento histórico favorável para os tecnólogos construírem suas carreiras.
O curso superior conta com um maior aprofundamento teórico, o que pode fazer uma grande diferença dependendo da área em que se deseja atuar. Além disso, esta é uma etapa obrigatória a quem deseja, por exemplo, seguir estudando, tornando-se mestre, doutor, etc. O que não vale é fazer qualquer curso ou em qualquer instituição apenas pelo diploma: o mercado certamente valorizará mais um técnico bem formado do que um profissional com nível superior obtido em uma instituição de baixa qualidade.

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Outro ponto que nunca deve ser deixado de lado é que embora o fator econômico seja importante, é preciso estar atento aos próprios desejos e tendências profissionais. Ter uma atividade profissional que não traga satisfação pode, a médio e longo prazo, trazer níveis nada saudáveis de estresse. Esta dica vale para quem escolhe um curso técnico ou faculdade.
Planeje, pense em um caminho que gostaria de trilhar – sem descartar as oportunidades oferecidas pelos muitos cursos técnicos oferecidos por instituições reconhecidas em todo o país. A qualidade da sua formação – em uma faculdade ou curso técnico – e a sua dedicação certamente levarão você a trilhar um belo caminho profissional.