O século XXI trouxe diversas mudanças em várias esferas. Com o advento da tecnologia e a popularização dos gadgets portáteis, os jovens têm uma relação cada vez mais intensa e prematura com o mundo virtual. Características como ansiedade e dispersão tornaram-se comuns, o que vem dificultando muito o trabalho de quem é designado a passar conhecimento a eles: os professores.
A tarefa de motivar estudantes nunca foi fácil. Porém, nos últimos anos, ela se tornou muito mais complicada devido ao aumento das distrações no universo juvenil. Além disso, o papel do educador mudou muito, passando de autoridade e detentor do conhecimento, para um instrumento facilitador da transmissão dos conteúdos.
O universo escolar é útil para a socialização, a troca de experiências, o trabalho das emoções, o aluno se descobrir como indivíduo, entre muitas outras finalidades. Isso tudo, em um mundo em que estamos cada vez mais conectados, mas nunca nos sentimos tão sozinhos. Aí entra o papel do professor, introduzindo o discente ao contato humano, inibindo qualquer bullying, de forma que ele se sinta confortável.
O educador tem que investir em sua relação com os alunos, mostrando que aproveita e gosta de sua convivência em sala de aula. No momento em que construída uma confiança, o estudante se sentirá induzido a compartilhar seus medos e inseguranças, inclusive aquelas ligadas ao aprendizado.
Confira dez dicas de como motivar alunos em sala de aula.
Definir objetivos: explique aos seus discentes a utilidade dos conteúdos passados. Não saber a finalidade de determinada tarefa é frustrante e desestimulador.
Sair da sala de aula: apesar de ser a base para o aprendizado, a sala de aula cansa os estudantes. Procure organizar passeios ou aulas em outros ambientes dentro dos limites da escola.
Não ameaçar: o objetivo do educador é fazer com que o aluno se sinta confortável em sala de aula, assim, ameaças não irão colaborar em nada. Ninguém aprende se a motivação é oriunda de ameaças.
Oferecer recompensas: todos nós gostamos de presentes, por isso, oferecer algo do interesse dos alunos pode fazer com que eles se foquem mais nos estudos.
Organizar competições: elas não devem ser constantes, mas a competitividade estimula os estudantes a aprenderem.
Se manter motivado e cuidar da aparência: o educador precisa mostrar motivação de maneira que isso seja refletido em seus alunos. O professor tem que entender que, como ator do desenvolvimento pessoal de indivíduos, ele serve de referência para os discentes. Se ele vai para a escola com um visual desagradável, usando roupas sujas ou amassadas, certamente vai desestimular a interação e o diálogo com ele.
Conhecer os alunos: cada indivíduo tem suas características e necessidades, é tarefa do professor identificar isso em cada estudante e trabalhar de acordo com suas limitações.
Ajudar no controle da ansiedade: principalmente em época de provas, o aluno se sente ansioso e pressionado a conseguir bons resultados. Ajude-os a administrar esses sentimentos.
Reconhecer os méritos: a falta de reconhecimento é um grande desestimulador. A frustração toma o lugar da motivação e faz com que o rendimento do aluno caia.
Oferecer metas altas, mas alcançáveis: o desafio é um dos maiores estimulantes para o ser humano. Assim, estipule metas ambiciosas para os estudantes, mas não exagere.